A corrida presidencial interfere na vida do imigrante

Hillary e Obama brigaram pelo voto Latino

Mark Puleo

Fevereiro foi um mês cruel para a ex-primeira dama americana Hillary Rodham Clinton, atual senadora de Nova York, quando ela  começou com vitórias em vários estados importantes como Califórnia, Nova Jersey e Massachusetts.  Mas, após a “Super Tuesday,” um terça-feira de eleições em mais de 21 estados, Clinton terminou com uma série de perdas dramáticas contra o Senador Barack Obama. Desde “Super Tuesday” Obama tinha ganho 12 estados, quase todos com margens de mais de 20% dos votos.
O que mudou suas chances nesta campanha? Parece que três coisas tiveram influência sobre o infortúnio dela. Primeiro - e tal vez o mais importante - foi a falta de preparação para que a campanha pudesse durar até a primavera. A maioria de seus aconselhadores acreditou que ela iria ganhar a maior parte dos delegados no “Super Tuesday” em Fevereiro, e por isso, a campanha Clinton não colocou uma estrutura fundamental nos estados que seguiram. Sem este apoio crucial, Clinton não podia se defender contra a organização de Obama, cuja campanha fez a decisão de fazer um time eleitoral para identificar eleitores nestes estados no ano 2007 .  
Segundo, fissuras na administração da campanha de Clinton emergiram quando relatórios de finanças revelaram que ela tinha gasto seu orçamento inteiro para o mês de Fevereiro. Depois de perder o estado de Maine, no dia 10, Clinton substituiu seu diretor de campanha. Também, ela divulgou que tinha emprestado US$ 5 milhões, de seu próprio bolso, para cobrir o déficit orçamentário. Enquanto Clinton pode converter estas dúvidas de finanças num sucesso de engrandecer fundos para sua campanha na Internet - ganhando mais de US$ 4 milhões numa semana - a campanha de Obama acompanhou os passos de lucrar $ 1 milhão por dia. De fato, ele arrecadou mais de US$ 32 milhões de contribuições no mês de Janeiro, que permitiram a sua campanha gastar milhões em publicidades durante o mês crucial de Fevereiro, enquanto Clinton tinha que alocar suas finanças mais prudentemente. 
Os problemas para Clinton foram se agravando. Ela não pode escolher um tema de campanha consistente durante os últimos meses. Às vezes, a candidata afirmava ser “uma voz de experiência” para diferenciar-se de Obama, um senador com apenas três anos de mandato. Outras vezes ela tentou representar “a mudança”, a palavra chave do ano. Ao mesmo tempo, sua conexão com o marido, o ex-presidente Bill Clinton, antigamente vista como beneficio na eleição, resultou em complicações com a mídia. Ainda mais difícil foi a inabilidade de Hillary Clinton de baixar a popularidade de Obama, considerado um fenômeno.
Onde fica o imigrante no debate este ano? Entre Obama e Clinton, não existe muita diferença no tema de imigração. Os dois apóiam a Kennedy-McCain “pathway to citizenship” (caminho para se naturalizar). Os dois querem aprovar legislação para dar as crianças de imigrantes indocumentados a oportunidade de acesso à universidade, com a possibilidade de se legalizar, projeto de lei conhecido como Dream Act. Os dois se opõem de fazer o inglês como idioma oficial dos Estados Unidos, e ambos fizeram publicidades em espanhol para alcançar a comunidade hispânica.  

Quiçá a coisa mais inesperada para o imigrante em 2008, especialmente depois de um ano dissonante com o colapso da reforma imigratória, é o fato de que o debate de imigração tem a possibilidade de ser mais suave com a quase convicção que o senador John McCain seja o candidato republicano. McCain não se enquadra com a filosofia republicana no assunto imigração, chegando a ponto de ganhar a maioria de votos de Latinos nas eleições de seu estado, Arizona. Com ele como adversário, é improvável que a eleição chegue a se deteriorar entre um debate de degradação do imigrante. E nós saimos ganhado.

 


 

 

 


 

 

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